Adeus a Joseph Ratzinger.
É muito difícil falar sobre nosso primeiro teólogo. Confesso que li uma quantidade abstrusa deles, de diferentes nacionalidades, enfoques, vertentes e idiossincrasias, mas meu primeiro foi Ratzinger. Foi com “Introdução ao Cristianismo”, “Jesus de Nazaré”, “O Espírito da Liturgia” e tantos outros que eu iniciei esse percurso, há alguns anos atrás. E mesmo que meu interesse não tenha sido tão vívido com sua obra depois do início, é praticamente impossível navegar em querelas da Igreja atual sem retomar “Dogma e Anúncio”, “Teologia da Liturgia”, “Igreja, Ecumenismo e Política”… a lista poderia continuar. Talvez a primeira questão que surja sobre a figura de Ratzinger, e aquela que mais incomoda os espíritos apequenados, diletantes, irriquietos em condenar o que lhes falta — gênio —, é sua incapacidade de se moldar a um esquema. Na verdade, boa parte dos grandes teólogos que são postos em um esquema, se bem estudados, demonstram também que foram postos ali de forma grosseira, resu...